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Entrevista
do mês
Entrevista
com o
candidato a presidente
Aquilino Romani
No
dia 11 de novembro o Paraná terá uma disputa eleitoral para
decidir o presidente do clube no biênio 2010/2011. No páreo,
dois candidatos: José Machado, líder do grupo "Coração
Tricolor", e
Aquilino
Romani, atual segundo vice-presidente do clube e representante
da chapa "Revolução Paranista".
Para
ajudar os sócios que tem direito a voto, o Paranistas.com.br
entrevistou os dois presidenciáveis. Foram feitas perguntas
desde a história do candidato com o Paraná até suas
propostas para o setor social e o futebolístico, como encara
parcerias, como trabalhar em um clube que está com dívidas, entre
outras.
Vale destacar que as entrevistas foram feitas em uma parceria
dos sites Paranistas.com.br e Paranautas.com, que foi
representado por David Formiga. Os dois portais buscaram
esclarecer todas as dúvidas dos torcedores, que tiveram o
direito de mandar perguntas.
(Foto: arquivo Paraná Clube)
PARANÁ
A
primeira questão apresentada aos candidatos foi do que o
Paraná representa na vida pessoal dele e o por quê do desejo
de assumir a presidência do clube em um momento tão delicado
quanto o atual. Aquilino Romani, de 53 anos, natural de Concórdia-SC,
admite que era torcedor do Internacional. Se mudou para
Curitiba no início da década de 80 e, após a fusão, em 89,
começou a acompanhar de perto o Tricolor e passou a se
identificar com o novo clube.
"Comecei
a acompanhar forte mesmo o Paraná, indo a todos os jogos e
participando ativamente do social. Passei a ser conselheiro na
época do Ênio Ribeiro, uma época difícil para o clube,
muita pouca gente participava do futebol. E na transição do
Miranda para o Aurival, fui convidado a ser vice-presidente
dos esportes sociais, onde trabalhei por duas gestões. Tive
um desgaste enorme quando caímos para a Segunda Divisão e
com os problemas da gestão Miranda", relembra Romani.
O
entrevistado faz questão de citar que teve uma grande importância
na volta do Paraná à Vila Capanema, em 2006, pois adquiriu (ao
lado de Waldomiro Gayer Neto) o primeiro camarote do estádio.
Quanto
ao seu trabalho na parte social do clube, Romani destaca o
pagamento das dívidas e do investimento feito em cima da
sub-sede de Quatro Barras. "Saneamos diversos problemas
com Serasa, com um altíssimo número de ações trabalhistas
e um projeto grande. "Quando íamos à Quatro Barras, víamos
apenas um matagal e hoje temos um CT, sempre com o foco para,
em 2011, termos atletas no time de cima. A ideia continua
sendo que o Paraná Clube tenha, pelo menos, metade do elenco
vindo das categorias de base", relata o candidato.
"Ainda faltam algumas coisas, mas o grosso do
investimento está feito e agora é só administrar bem e
fazer com que os paranistas se aproximem e os atletas
sintam-se em casa", imenda.
SOCIAL
Para
o lado social, Aquilino Romani revela que o primeiro projeto a
ser elaborado é a de um estacionamento novo na sede da
Kennedy. Segundo o candidato, o planejamento desta obra está
adiantada (até mesmo com um investidor definido) e falta
apenas a aprovação da prefeitura.
"A
sede da Kennedy está construída de forma irregular. Já
pagamos todos os projetos, todas as plantas porque o ginásio
de esportes avançou o recuo. Mas nos próximos dias deve ser
aprovado. Faremos o projeto com dois pisos para estacionamento
onde era a quadra de grama sintética e de areia. Salas que
estão em ambiente que não é o ideal serão relocadas e na
parte superior faremos duas canchas de grama sintética,
provavelmente cobertas, visando modernizar o local e melhoras
as condições aos nossos sócios", detalha, avisando que
esta garagem terá capacidade para aproximadamente 300 carros.
Além
do estacionamento e da modernização e relocação de alguns
setores, há a ambição de reformar o salão nobre do clube,
com o objetivo de agregar valor aos eventos, e de utilizar um
marketing forte para atrair novos associados.
Nas
outras sub-sedes, há projetos de modernização ou até
mesmo de terceirização. "A Vila Olímpica e o Tarumã,
por exemplo, não estão abandonados, mas a Vila Olímpica tem
três sócios, vai no Taruma e só tem dois jogando tênis...",
admite. "Tenho olhado a Vila Olímpica e vamos passar
nosso time profissional para treinar lá. Já conseguimos um
paranista doando toda a tinta. Mas é muito pouco. Acredito
que precisamos rever algumas coisas. Ou partimos para a
negociação de umas dessas unidades para existir o
re-investimento nas demais, ou buscar parcerias... como falei
antes, Copa do Mundo, Olimpíadas... de repente a gente buscar
investidores, cobrir e aquecer as piscinas na Vila Olímpica,
para atrair torcedores; ou até terceirizar para um empresário,
falar para instalar um tobogã, uma estrutura grande. Fazer
isso oferecendo, de repente, 50% do custo ao associado",
complementa.
Questionado
se o investimento em cima de esportes menos prestigiados,
visando a Olimpíadas de 2016, faria parte deste processo de
fortalecimento do social, o candidato da "Revolução
Paranista" rechaçou a ideia. "O problema é que
precisaríamos profissionalizar esses setores e cometeríamos
injustiças. Investiríamos na natação, por exemplo, e não
no beiseball. Os custos são altíssimos. E também quando
esse investimento passar a dar resultados, vem alguém do
exterior e leva o atleta, que não deixa um lucro sequer para
o clube e ainda arrisca acionar a Justiça", explica.
"Um grande anseio meu era de trazer o futebol feminino
para o Paraná. Mas infelizmente não temos condições, pelo
menos atualmente", finaliza.
Para
atrair os atuais e novos sócios, o presidenciável defende a
tese de que o Tricolor precisa de um hotel e de uma
churrrascaria. Disse que pode ser na Vila Capanema ou em
qualquer outra sub-sede, mas que dificilmente o Tricolor é
quem arcará com os custos sozinho por causa da falta de
recursos. Para ajudar nisso, Romani admitiu que um
Departamento Comercial está nos planos.
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"Tenho
olhado a Vila Olímpica e
vamos passar nosso time
profissional
para treinar lá. Já conseguimos um
paranista doando toda a tinta. Mas é
muito pouco.
Acredito que precisamos rever algumas coisas. Ou
partimos para
a negociação de umas dessas unidades
para existir o re-investimento nas demais,
ou buscar
parcerias... como falei antes,
Copa do Mundo, Olimpíadas...
de repente
a gente buscar investidores, cobrir aquecer
as piscinas na Vila Olímpica, para atrair
torcedores;
ou até terceirizar para um
empresário, falar para
instalar um
tobogã, uma estrutura grande.
Fazer isso
oferecendo, de repente,
50% do custo ao
associado"
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CATEGORIAS
DE BASE
Questionado
sobre a possibilidade de parcerias internacionais no Centro de
Formação de Atletas (CFA) do Ninho da Gralha, até mesmo
para a Copa do Mundo de 2014, Romani disse que esse é o
projeto, mas que é preciso de cautela ao executá-los.
"Acho que tem que haver um hotel no CT. A ideia dos sócios
da BASE (Marlo Litwinski e Renê Bernardi) é fazer intercâmbio
com chineses, corenanos, japoneses. Temos que sentar, discutir
e ver as ideias. Pode até ser para a Copa do Mundo. Não sei
se teria tempo hábil para um investimento deste porte e
Curitiba tem grandes hotéis, com estruturas. Se conseguirmos
um aporte, ou a própria BASE fazendo, temos que verificar. A
diferença é que viriam yens, dólares. Ainda existe muito a
se fazer no Ninho da Gralha", aponta.
"Sobre
o hotel, precisaríamos de algo bem feito, de um investimento
pesado. Teríamos que manter um grupo de atletas, de
profissionais bilíngües. Precisamos discutir isso mas não
está descartado, até para o time fazer uma pré-temporada.
De repente, fazer uma proposta, estender o contrato. E eles
também, tenho certeza que, quando começarem a vender
atletas, quando começar a entrar recurso, podem ter
interesse", acredita o candidato.
FUTEBOL
PROFISSIONAL
Conforme
já foi anunciado há algum tempo, o futebol do Tricolor ficará
por conta de Aramis Tissor e do grupo de empresários liderado
por Renato Trombini. Primeiramente, Romani fez questão de
ressaltar que nenhum empresário está descartado. Em seguida,
comenta sobre os erros das últimas gestões na parte futebolística
e o que fará para não repeti-los.
"Se
buscarmos o histórico recente dos últimos seis anos, tivemos
apenas um time bom: o de 2006, que foi campeão e com o qual
fomos à Libertadores. Tivemos um pouco de sorte porque
encaixaram os jogadores. Opinião minha, contratamos muitos
jogadores sem muito critério. Mas no 'apaga-fogo', na
necessidade de repor peças você tem que ter certeza de que
quando você enche a prateleira de jogadores, você tem um
custo. Se você não tiver elenco, os treinadores rodam,
futebol é assim, é resultado. Quando se tem um treinador
melhor, veja o caso recente (referindo-se a Sérgio Soares,
que foi para o Santo André), os outros levam embora",
critica. "Para resumir tudo isso, temos que
profissionalizar, precisamos ter uma equipe de quatro ou cinco
pessoas para definir essas contratações com mais critério",
recomenda o candidato.
Quanto
aos jogadores de qualidade que o Paraná não consegue manter,
Romani aponta como culpado a alta competitividade do mercado
atual. E como o dinheiro do Tricolor está cada vez menor, a
busca é encontrar patrocinadores. Esta é a função do grupo
liderado por Renato Trombini, que não terá semelhança
alguma com o antigo Grupo de Investidores (GI) que tinha no
clube até meados de 2007.
"O
grupo antigo, do qual fiz parte e de onde ainda não recebi um
centavo, foi uma forma criada para ajudar o Paraná Clube, não
é esse o modelo que deverá estar sendo adotado como
prioridade para frente com o Renato Trombini porque buscamos
mais a forma de patrocínio. Esses patrocinadores vão fazer
contratos de 24 meses com o clube, com valores que poderão
variar um mil até R$ 50 mil mil por mês. Existe uma lista de
uns oitenta empresários, eu inclusive, que não investirão
em jogadores, mas sim na camisa, manga, calção, placas... A
ideia é essa, buscar os amigos que podem ajudar com o que
puderem para buscar jogadores de melhor valor, o que daria
para fazer um belo time, e trazer mais associados, levar mais
gente no campo, vender mais material...", revela.
"Que
o clube não tem dinheiro, todos sabem. Não é exclusividade
do Paraná Clube. Tem co-irmão aí que vai fechar o ano com
mais de vinte milhões de dívidas", complementa.
Em relação à possíveis influências
de empresários na escalação do time (reclamação de alguns
técnicos, como Barbieri, Velloso, Saulo de Freitas e Zetti),
Aquilino Romani descartou a hipótese. "Há treinadores e
treinadores. Por quê alguns, como o do Caio Júnior, por
exemplo, não foram citados? As vezes, falando com um
treinador digo: olhe, falando como torcedor, faça isso, faça
aquilo... Não existe a imposição de escalar jogador e o
treinador sabe disso. Às vezes ele sai por mágoa e fala algo
para justificar alguma coisa. Houve pressão? Houve. Mas se
profissionalizando, isso acaba. Quem vier de fora pode vir de
qualquer empresário mas é bom que o treinador nem saiba
disso. Os atletas tem partes de um empresário, parte de
outro. Às vezes se cria uma polêmica muito grande em relação
a isso".
Sobre
o objetivo futebolístico, Romani declarou que o Paraná
precisa retornar à Série A urgentemente. Para isso, a intenção
de sua chapa é de renovar com boa parte do time base e trazer
aproximadamente seis reforços para serem titulares. "O
Aramis Tissot já foi até São Paulo negociar com eles a
permanência do Rafinha, por exemplo. Com outros já demos uma
conversada. Quanto a reforços, analisaremos com critério. Já
há dois nomes em pauta: o do volante Gavilán, que atualmente
está no futebol uruguaio e tem o interesse de morar em
Curitiba, e o do Josiel, que está querendo voltar. Ele está
no Mexico, mas é um jogador caro. Deve ser uma negociação
mais complicada, mas estamos analisando"
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"O
grupo antigo, do qual fiz parte e de
onde ainda não
recebi um centavo, foi
uma forma criada para ajudar o
Paraná
Clube, não é esse o modelo que deverá
estar
sendo adotado como prioridade
para frente com o Renato
Trombini
porque buscamos mais a forma de
patrocínio.
Esses patrocinadores vão
fazer contratos de 24 meses
com o
clube, com valores que poderão variar
um mil até
R$ 50 mil mil por mês. Existe
uma lista de uns
oitenta empresários, eu
inclusive, que não investirão
em jogadores,
mas sim na camisa, manga, calção,
placas...
A ideia é essa, buscar os amigos que
podem
ajudar com o que puderem para
buscar jogadores de
melhor valor, o que
daria para fazer um belo time, e
trazer
mais associados, levar mais gente no
campo,
vender mais material..
."
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"
Há
treinadores e treinadores. Há alguns
que não foram
citados. Caio Júnior, o
próprio Cavalo... As vezes,
falando com
um treinador digo: olhe, falando como
torcedor, faça isso, faça aquilo... Não
existe a
imposição de escalar jogador e
o treinador sabe
disso. Às vezes ele sai
por mágoa e fala algo para
justificar
alguma coisa. Houve pressão? Houve.
Mas se
profissionalizando, isso acaba.
Quem vier de fora pode
vir de qualquer
empresário mas é bom que o treinador
nem saiba disso. Os atletas tem partes
de um empresário,
parte de outro. Às
vezes se cria uma polêmica
muito
grande em relação a isso."
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VILA
CAPANEMA
Quanto ao estádio, sonho de consumo dos tricolores, Aquilino
Romani declarou que há projetos interessantes para a Vila
Capanema. Sobre a pendência judicial, o candidato acredita
que a situação está melhor e confessou o anseio de algumas
reformas na casa paranista.
"Em
um primeiro momento, temos a intenção forte de cobrir a
Curva Norte e de fazer na parte dos visitantes uma nova
arquibancada, o que aumentaria a capacidade do estádio. Mas
precisamos de recursos, a ideia é de fazer camarotes, mas
estamos estudando. Assim como a ideia da churrascaria, isto
está em pauta. A ideia está lançada e estamos trabalhando
nisso. O Paraná Clube precisa de um estádio", alega.
O
candidato revelou também que há um grande projeto em
andamento mas que informações quanto a isto devem
ficar em sigilo para não atrapalhar a conclusão das negociações.
Outra
obra que vem sendo especulada há algum tempo dentro do clube
é uma reforma no gramado, que resultaria no rebaixamento do
mesmo. Mas Romani deu a entender que esta não é uma de suas
prioridades. "Para isso, precisamos de meio milhão de
reais. Temos outros projetos e preferimos aguardar o andamento
dos mesmos para otimizar recursos. Existe o problema do rio,
tem que tomar cuidado com isso para não gerar ainda mais
problemas no gramado".
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"Em
um primeiro momento, temos a
intenção forte de
cobrir a Curva Norte e
de fazer na parte dos
visitantes uma nova
arquibancada, o que aumentaria a
capacidade do estádio. Mas precisamos
de recursos, a
ideia é de fazer camarotes,
mas estamos estudando.
Assim como a
ideia da churrascaria, isto está em
pauta.
A ideia está lançada e estamos
trabalhando
nisso. O Paraná
Clube precisa de um estádio."
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COMPOSIÇÃO
Como não poderia deixar de ser, a composição da chapa
"Revolução Paranista" com a situação, que
resultou na candidatura de Aquilino Romani, também veio a
pauta. Para o atual vice-presidente do clube, tudo isso vem
sendo um mal entendido.
Conforme
relatou Romani, Aramis Tissot e Renato Trombini, líderes
da chapa "Revolução Paranista", que já havia
apresentado um projeto em um almoço, diziam ao atual vice que o
grupo ainda não tinha ainda um presidenciável e que o nome
preferido era o dele. "Eles me falaram: 'Não temos
candidato. Não queremos o Aurival e queremos você!'. Disse
que não tinha disponibilidade de tempo e nem experiência
administrativa, que o Aurival é bom nisso", declara,
elogiando muito o atual presidente neste quesito.
Já
em relação ao Miranda, eles se encontraram apenas três vezes. Em
todas, o ex-presidente pedia a candidatura de Romani. "Nas três
ele me disse: você vai e eu saio, tenho uma consideração
grande por você. Agradeci, mas disse que não era
candidato".
No
dia do bingo, que ocorreu no mês de outubro no clube, houve
um encontro entre Aurival Correia, Romani e Miranda, onde o
atual presidente convidou o até então candidato (já que ele
renunciou de novo) a ver de perto a situação do clube. Uma
reunião foi agendada e nela, o ex-presidente reforçou o
pedido sobre a candidatura de Romani.
"Depois
disso nos reunimos para ver se o nosso grupo me apoiaria ou não.
O Aramis, o Trombini e o Marlo teriam o vice de futebol, o
futebol e o marketing e não sugeriram mais nenhum nome,
deixaram a nosso critério os outros nomes, o que foi um
pecado porque o Marlo depois não concordou com o nome do Neto
(o Marlo e o Márcio Villela não compareceram a reunião, mas
o Villela havia comunicado que apoiava). Depois disto, entrei
em contato com o Miranda e ele disse: 'Estou retirando minha
candidatura sem exigência de nada. Estou te apoiando, parabéns!'",
detalha Aquilino Romani.
Mas
conforme relata, em seguida deparou com a notícia na Gazeta
do Povo onde o Miranda estava dizendo que foi ele quem
costurou a composição. "Até entrei em contato com eles
(Gazeta) e eles disseram que gravaram tudo. Houve um
desencontro de informação. Não tenho nada contra ele como
pessoa, mas nem cogitamos uma composição com o nome
dele".
Quanto
a um acordo com o outro candidato, José Alves Machado, Romani
admite que até conversaram a respeito, mas o adversário
disse que já estava com tudo pronto e que não poderia
desistir. "Ao final, perguntei sobre seu projeto e ele me
disse que não tinha condições nenhuma de tocar o clube e
que precisaria do Aurival, do Neto, do Aramis, de mim e de
algumas pessoas que hoje estão conosco. Perguntei se ele
tinha falado com essas pessoas se queriam trabalhar com ele e
esse foi o fechamento de nossa conversa. Acho que não é
assim, eleger-se e depois... as coisas não funcionam assim.
Mas isso não é uma crítica. É um paranista que mora mais
em Guaratuba do que em Curitiba", dispara.
"Mas torcemos, caso vença, que faça o melhor para o
clube. O associado habilitado para votar vai escolher o
melhor programa para o Paraná, todos são paranistas e querem
o melhor para o clube", complementa Romani, que descartou
a possibilidade de Durval Lara Ribeiro, o Vavá, voltar ao
Tricolor.
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"Houve
um desencontro de informação.
Não tenho nada contra
ele (Miranda)
como pessoa, mas nem cogitamos
uma
composição com o nome dele"
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RECADO
PARA A TORCIDA
Como
de praxe, foi pedido para o entrevistado mandar um recado aos
torcedores do Tricolor. "O que mais me fez crescer na
vida foi a transparência e a honestidade. Busco fazer de tudo
para não ofender e não magoar ninguém. Acho que os valores
humanos estão acima de qualquer coisa. Acho que nesta vida
temos uma missão, tudo é rápido e, se pudermos agregar,
temos que assumir essa responsabilidade. Se tivermos essa
oportunidade, se precisar acordar duas horas mais cedo, é o
que vou fazer, sou novo ainda. O associado paranista
habilitado a votar deverá escolher o melhor programa para o
Paraná, afinal, paranistas devem e querem buscar o melhor
para o clube", finaliza o candidato Aquilino Romani.
por
DANIEL
PIVA
03/11/09
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